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Gelo seco é o nome popular do dióxido de carbono (CO₂) no estado sólido. Diferente do gelo comum, que é água congelada, o gelo seco se forma a -78,5 °C e, à temperatura ambiente, não derrete: ele sublima, ou seja, passa direto do estado sólido para o gasoso, sem virar líquido. É por isso que ele nunca "molha" nada — e também por isso que ganhou o apelido de "gelo seco".
Como o gelo seco é fabricado
O processo começa com CO₂ líquido armazenado sob pressão. Ao liberar essa pressão de forma controlada, parte do gás se resfria bruscamente e se transforma em uma "neve" de CO₂ sólido. Essa neve é então comprimida em blocos, placas ou pellets (grãozinhos), formato mais comum para uso doméstico e em eventos.
Por que ele é tão frio
A temperatura do gelo seco (-78,5 °C) é mais de quatro vezes mais fria que a do congelador de casa (em torno de -18 °C). Essa diferença é o que torna o gelo seco tão eficiente para manter produtos congelados por muito mais tempo que o gelo comum — e também o que exige cuidado redobrado no manuseio.
Principais usos
- Transporte de alimentos congelados, sorvetes e produtos perecíveis
- Transporte de vacinas, exames e material biológico que exige cadeia de frio
- Efeito de fumaça baixa em festas, casamentos e shows
- Limpeza criogênica de máquinas industriais
- Conservação de iscas e pescado em pescarias
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